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Estudos Ambientais - Gestão Quantitativa dos Riscos

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Estudos Ambientais - Gestão Quantitativa dos Riscos

A Gestão dos Riscos Ambientais é um importante processo de reconhecimento e controle dos aspectos ambientais que podem se manifestar na forma de impactos adversos ao meio ambiente. Tipicamente esta gestão passa pelos processos básicos de identificação, análise, classificação e tratamento do risco. Estas etapas foram utilizadas para a estruturação da ISO 31.000 de 2009, uma norma voltada para empresas que pretendem gerenciar seus riscos de maneira disciplinada e eficaz.

Apesar de ser bastante adequada ao seu propósito, a ISO 31.000 não é definitiva no que se refere à gestão de riscos, pois trata deste assunto de maneira ampla, de modo que quaisquer riscos possam ser gerenciados segundo seus preceitos, sejam eles ambientais, de saúde ocupacional, de segurança do trabalho, financeiros, sociais, de continuidade do negócio, políticos etc.

Do ponto de vista ambiental, convém adotar uma abordagem que permita o aprofundamento da análise a partir de uma avaliação prévia e genérica dos riscos, a fim de separar os mais relevantes dos toleráveis. Este filtro ocorre através de um estudo que chamamos de "Avaliação Qualitativa de Riscos". Diversas ferramentas podem suprir esta necessidade, incluindo a Avaliação de Aspectos e Impactos Ambientais, a Análise Preliminar de Risco, entre outras. A avaliação é baseada completamente na experiência e na habilidade dos avaliadores, que devem pontuar os riscos a fim de estratificar os mais relevantes.

A partir desta seleção, convém que seja realizada a "Avaliação Quantitativa de Riscos", que visa mensurar de maneira objetiva as consequenciais decorrentes dos riscos analisados. Neste tipo de avaliação a subjetividade inerente aos avaliadores dá lugar a algoritmos de modelamento matemático e à coleta de dados ambientais como clima, vegetação, áreas sensíveis, velocidade e direção do vento, volume de substâncias químicas armazenadas, material usado para construção de tanques etc. As avaliações quantitativas, em especial os estudos de Vulnerabilidade e Sensibilidade, são menos assustadoras do que podem parecer à primeira vista. Já existem softwares bastante avançados, alguns deles gratuitos disponíveis para download na web, que realizam todo o modelamento matemático e geográfico a partir de dados básicos fornecidos pelo usuário. O grande segredo deste tipo de estudo é interpretar corretamente os resultados desta análise, pois apenas o correto entendimento dos impactos poderá levar o gestor à tomada das decisões mais acertadas.

A imagem abaixo é o exemplo do resultado visual de um estudo de vulnerabilidade. O processo analisado é o transporte ferroviário de combustíveis, e as faixas amarelas e verdes correspondem às áreas de vulnerabilidade em relação a um possível evento de explosão. No interior da área demarcada pelas linhas amarelas a probabilidade de morte é maior do que na área limitada pela pelas linhas verdes.

mpitemporario.com.br/projetos/pmanalysis.com.br

A seguir mostramos um modelo esquemático que permite identificar como estas ferramentas se inter-relacionam em um típico Programa de Gestão Ambiental (PGR), que é composto por diversas outras ferramentas de análise e gerenciamento a fim de garantir a identificação, mitigação e, quando possível, eliminação definitiva dos riscos ambientais.

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O Programa de Gerenciamento de Riscos é a compilação de todos os planos relacionados com a prevenção de riscos e respostas a emergências ambientais. O PGR começa a ser elaborado na fase de Projeto, é apresentado no pedido de licenciamento e deveria permanecer vivo e atualizado até o fim da vida do empreendimento. O PGR aplica-se a todos os empreendimentos.

O Estudo de Análise de Risco - EAR- é o estudo que considera os riscos ambientais da operação de um determinado empreendimento. Ele é fundamental para que o órgão ambiental licenciador tenha fundamentos para decidir sobre a concessão da LI (Licença de Instalação) ou LO (Licença de Operação).

O EAR é composto pela caracterização do empreendimento e do ambiente no qual está inserindo, incluindo fatores geográficos, climáticos e sociais.

A ferramenta fundamental do EAR é a Análise de Risco, que pode ser qualitativa (APR, Aspectos e Impactos etc) e, quando aplicável tecnicamente ou solicitado pelo órgão ambiental, quantitativa (AQR, Vulnerabilidade, Sensibilidade etc).

O Plano de Atendimento a Emergências - PAE - estabelece todas as condições necessárias para resposta a situações de emergência ambiental, incluindo a definição de responsabilidades, as etapas do processo de resposta, os recursos necessários e a sua manutenção.

Os impactos destes riscos podem afetar diversas partes interessadas, tais como clientes, fornecedores, comunidades, funcionários, organismos governamentais, acionistas, entidades de classe etc. Então, independente da sua natureza, todos os riscos devem ser conhecidos e gerenciados.



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